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	<title>Arquivos Demissão - Lugarh</title>
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		<title>Demissão por justa causa: guia rápido para RH e gestores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eloene Cristine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 16:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[artigo 482 da CLT]]></category>
		<category><![CDATA[Demissão]]></category>
		<category><![CDATA[gestores]]></category>
		<category><![CDATA[Justa causa]]></category>
		<category><![CDATA[O que é demissão por justa causa?]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A demissão por justa causa é considerada como a ação de maior gravidade na hora de rescindir o contrato de trabalho. Ela acontece quando o empregador decide encerrar o vínculo com o colaborador como consequência de uma falta grave cometida pelo profissional. Essa é uma decisão de alto risco para a empresa e para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="10744" class="elementor elementor-10744" data-elementor-settings="{&quot;ha_cmc_init_switcher&quot;:&quot;no&quot;}" data-elementor-post-type="post">
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									<p><span style="font-weight: 500;">A demissão por justa causa é considerada como a </span><b>ação de maior gravidade na hora de rescindir o contrato de trabalho</b><span style="font-weight: 500;">. Ela acontece quando o empregador decide encerrar o vínculo com o colaborador como consequência de uma falta grave cometida pelo profissional.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Essa é uma decisão de alto risco para a empresa e para o RH quando feita de forma incorreta e, por isso, </span><b>deve ser bem fundamentada para não gerar problemas futuros</b><span style="font-weight: 500;">. Isso significa que você deve conhecer bem o artigo 482 da CLT, assim como a jurisprudência trabalhista, já que novas decisões alteram a forma como esse processo é abordado.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Neste artigo, você vai entender o que é demissão por justa causa, quando ela pode ser utilizada, cuidados que o RH deve tomar e muito mais. Confira!</span></p><h2><b>O que é demissão por justa causa?</b></h2><p><b>A demissão por justa causa acontece quando a empresa realiza o desligamento do colaborador como resposta a uma falta grave do profissional</b><span style="font-weight: 500;">. Nessa situação, o colaborador perde o direito a uma série de benefícios comuns.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">A justa causa não é apenas uma modalidade de desligamento. </span><b>É a penalidade mais grave aplicada ao trabalhador</b><span style="font-weight: 500;"> e, por isso, exige enquadramento legal, proporcionalidade, rapidez na resposta, coerência e prova consistente.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Sua principal referência é o </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452compilado.htm"><span style="font-weight: 500;">artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho</span></a><span style="font-weight: 500;">, que detalha as principais situações em que esse recurso pode ser utilizado. </span></p><p><span style="font-weight: 500;">No entanto, é preciso lembrar que os itens citados devem levar em consideração uma série de fatores. Isso significa que não basta detectar uma falta prevista no art. 482: </span><b>é preciso considerar o contexto, a gravidade e outras ações já tomadas em relação ao ocorrido</b><span style="font-weight: 500;">. </span></p><p><span style="font-weight: 500;">Além disso, é necessário entender a diferença entre a demissão por justa causa e outros tipos de desligamento, já que o termo “justa causa” é frequentemente usado de maneira genérica no cotidiano. As modalidades são:</span></p><table><tbody><tr><td><p><b>Modalidade de desligamento</b></p></td><td><p><b>O que caracteriza</b></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Demissão sem justa causa</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">A empresa encerra o vínculo sem atribuir ao empregado uma falta grave</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Demissão por justa causa</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">A empresa encerra o vínculo em razão de falta grave atribuída ao empregado</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Pedido de demissão</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">O próprio empregado decide sair</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Rescisão indireta</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">O empregado busca encerrar o contrato por falta grave atribuída ao empregador</span></p></td></tr></tbody></table><p><span style="font-weight: 400;">Embora existam diferentes modalidades de desligamento, nem toda situação de insatisfação com o colaborador justifica uma demissão por justa causa.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Para RH e gestores</span><span style="font-weight: 500;">, o </span><b>baixo desempenho, o conflito interpessoal, a quebra de expectativa, o desalinhamento cultural ou um erro isolado não se transformam automaticamente em justa causa. </b><span style="font-weight: 500;">É preciso avaliar os fatos e verificar se existe enquadramento jurídico e gravidade suficiente.</span></p><p><b>Leia também: </b><a href="https://blog.lugarh.com.br/guia-completo-para-o-rh-como-fazer-a-gestao-de-conflitos-profissionais/"><b>Guia Completo para o RH: Como Fazer a Gestão de Conflitos Profissionais</b></a></p><h2><b>Quais são os motivos para demissão por justa causa segundo o </b><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452compilado.htm"><b>artigo 482</b></a><b> da CLT?</b></h2><p><span style="font-weight: 500;">Existem diversos motivos que podem levar a uma demissão por justa causa. Para simplificar a tomada de decisões, </span><b>a CLT lista 13 itens principais</b><span style="font-weight: 500;">. Lembrando que para utilizá-los como argumento é preciso considerar todo o contexto em que foram cometidos.</span></p><table><tbody><tr><td><p><b>Hipótese</b></p></td><td><p><b>Explicação prática</b></p></td><td><p><b>Possível contexto de RH</b></p></td></tr><tr><td><p><b>Ato de improbidade</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Conduta desonesta ou fraudulenta</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Fraude, falsificação, apropriação indevida, manipulação intencional</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Incontinência de conduta ou mau procedimento</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Comportamentos gravemente incompatíveis com a relação de trabalho</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Conduta sexual inadequada, comportamento gravemente ofensivo ou incompatível com o ambiente</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Negociação habitual sem permissão</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Atividade própria ou alheia que concorra com a empresa ou prejudique o serviço</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Uso da estrutura ou carteira da empresa para negócio concorrente</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Condenação criminal definitiva</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Condenação transitada em julgado, quando não houver suspensão da execução da pena</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Situação que inviabilize a continuidade do contrato nos termos legais</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Desídia</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Negligência ou desleixo no cumprimento das obrigações</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Faltas, atrasos ou descuidos reiterados, conforme o conjunto probatório</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Embriaguez habitual ou em serviço</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Hipótese expressamente prevista no texto da CLT</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Exige enorme cautela diante da discussão sobre dependência como doença</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Violação de segredo da empresa</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Divulgação indevida de informação confidencial</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Vazamento de dados, estratégia, informação técnica ou comercial</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Indisciplina ou insubordinação</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Descumprimento de regras ou de ordens legítimas</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Violação de política geral ou recusa injustificada de ordem específica</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Abandono de emprego</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Ausência combinada com intenção de não retornar</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Não basta transformar automaticamente qualquer sequência de faltas em abandono</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Ato lesivo à honra ou boa fama ou ofensa física contra terceiros no serviço</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Agressões graves ocorridas no contexto laboral</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Com ressalva legal para legítima defesa</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Ato lesivo à honra ou boa fama ou ofensa física contra empregador ou superiores</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Agressões graves dirigidas à hierarquia</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Também com ressalva legal para legítima defesa</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Prática constante de jogos de azar</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Reiteração da prática nas condições juridicamente relevantes</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Hipótese hoje menos frequente, mas ainda presente no texto legal</span></p></td></tr><tr><td><p><b>Perda de habilitação ou requisito profissional por conduta dolosa</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">O trabalhador perde requisito legal indispensável à profissão por ato intencional</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Exemplo: perda de habilitação essencial à atividade, observados os requisitos legais</span></p></td></tr></tbody></table><p><span style="font-weight: 500;">A melhor forma de abordar a situação é analisar: </span><b>fato + prova + enquadramento + gravidade</b><span style="font-weight: 500;">. A percepção gerada por esses itens em conjunto leva ao entendimento de se a falta cometida pode ou não gerar uma demissão por justa causa.</span></p><h2><b>Advertência e suspensão são obrigatórias antes da justa causa?</b></h2><p><b>Não existe na CLT uma regra geral exigindo determinado número de advertências antes de toda justa causa</b><span style="font-weight: 500;">. Isso significa que a velha crença de que essa decisão só pode ser tomada após três advertências, ainda muito difundida no RH, é falsa.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Para casos de menor gravidade, mas que acontecem de forma reiterada, </span><b>o histórico disciplinar será fundamental para demonstrar progressividade e desídia</b><span style="font-weight: 500;">. Em outras situações, um único fato extremamente grave pode justificar a resposta mais severa.</span></p><h2><b>Quais critérios tornam uma justa causa juridicamente mais sustentável?</b></h2><p><span style="font-weight: 500;">Por ser considerada uma decisão tomada como última medida, a demissão por justa causa se torna de alto risco para empresas que tratam o processo de forma leviana. Dessa forma, antes de optar por ela, é importante considerar se a situação possui:</span></p><h3><b>Enquadramento da conduta</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">É preciso </span><b>compreender qual fato ocorreu e em qual hipótese legal ele pode se enquadrar</b><span style="font-weight: 500;">. Por exemplo, não é possível documentar uma demissão por justa causa apenas como “quebra de confiança”.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Nesse caso, será necessário realizar uma apuração da conduta e detalhar exatamente o que significa uma quebra na confiança da empresa sobre o colaborador. Sendo assim, </span><b>o RH deve evitar começar pela conclusão</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Por exemplo, em vez de iniciar o processo pensando “Queremos demitir por justa causa, agora precisamos justificar”, é preciso seguir a lógica:</span></p><ul><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">O que aconteceu?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">O que conseguimos provar?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Qual é a gravidade?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Existe enquadramento legal?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Qual resposta é proporcional?</span></li></ul><p><b>Você também pode gostar de: </b><a href="https://blog.lugarh.com.br/ferias-coletivas-o-que-sao-e-quais-as-regras/"><b>Férias coletivas: o que são e quais as regras?</b></a></p><h3><b>Gravidade suficiente</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Como dito, </span><b>a justa causa não deve ser tratada como resposta automática a qualquer descumprimento</b><span style="font-weight: 500;">. A natureza do ato, seu impacto, a função ocupada, o contexto, a intencionalidade e outros elementos podem alterar a avaliação.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Na prática, </span><b>a CLT não estabelece uma regra geral sobre a necessidade de advertências e suspensões antes da demissão por justa causa</b><span style="font-weight: 500;">, o que significa que também não estabelece um número mínimo, como muitos acreditam.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">No entanto, o uso desses recursos ainda é bem-vindo e pode ser importante para demonstrar que o empregador optou pela pena máxima após tentativas de resolver o problema de outra forma, algo útil em casos como a desídia, por exemplo.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">É importante lembrar que a necessidade de gradação das penalidades depende, entre outros fatores, da natureza e da gravidade da conduta, da reiteração e do contexto do caso. Essa questão ganhou uma atualização jurisprudencial particularmente importante em 2026.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">O TST havia selecionado uma controvérsia repetitiva sobre a necessidade de gradação das penalidades antes da justa causa. Entretanto, o Tribunal Pleno retirou ou desafetou a matéria do regime de recursos repetitivos em </span><a href="https://juslaboris.tst.jus.br/bitstream/handle/20.500.12178/266666/2026_informativo_tst_cjur_n0311.pdf?isAllowed=y&amp;sequence=2"><span style="font-weight: 500;">10 de abril de 2026</span></a><span style="font-weight: 500;">, considerando que a avaliação depende do contexto fático e da gravidade da conduta.</span></p>								</div>
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									<h3><b>Proporcionalidade</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Ainda que um ato pareça se enquadrar no art. 482, isso não significa que automaticamente ele se torna suficiente para embasar uma demissão por justa causa. Por exemplo, atrasos ocasionais podem ser considerados como desleixo por parte do colaborador, mas proporcionalmente ao todo podem não ser o bastante para o desligamento forçado.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Para entender se a falta pode ou não levar à punição máxima, é preciso que RH e gestores levem em consideração questões como:</span></p><ul><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">A conduta foi intencional?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Houve dano concreto?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Havia risco significativo?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Foi um episódio isolado ou reiterado?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">O empregado conhecia a regra?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">A função envolvia confiança especial?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Existem antecedentes disciplinares relacionados?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Como a empresa tratou casos comparáveis?</span></li></ul><p><span style="font-weight: 500;">Esses questionamentos são particularmente importantes pois </span><b>a mesma descrição genérica pode envolver situações completamente diferentes</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">“Descumprir um procedimento”, por exemplo, pode significar desde um equívoco operacional sem consequência até uma violação consciente de protocolo crítico de segurança.</span></p><p><b>Leia também: </b><a href="https://blog.lugarh.com.br/estrategias-para-engajar-o-colaborador/"><b>Estratégias para engajar o colaborador</b></a></p><h3><b>Imediatidade</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Um item de extrema importância, ainda desconhecido por muitas empresas, é a necessidade de imediatidade. Ou seja, </span><b>para optar pela demissão por justa causa a empresa precisa reagir em um prazo coerente depois de conhecer e apurar a falta</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Isso não significa que a decisão deve ser tomada imediatamente após a descoberta, ainda que possa. É extremamente importante realizar uma apuração cuidadosa e calma, levantando todos os fatos sobre o acontecimento.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">No entanto, esse processo não pode se arrastar indefinidamente, ou </span><b>será possível ao empregado alegar que houve perdão tácito</b><span style="font-weight: 500;">. E, nesse caso, a empresa perde a oportunidade e direito de realizar a demissão por justa causa.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">O caso julgado pelo TST em </span><a href="https://www.tst.jus.br/-/justa-causa-%C3%A9-anulada-por-ter-sido-aplicada-quatro-meses-depois-da-falta-cometida-pelo-empregado?utm_source=chatgpt.com"><span style="font-weight: 500;">maio de 2025</span></a><span style="font-weight: 500;"> é excelente para ilustrar isso, onde uma justa causa aplicada quatro meses depois da conduta foi anulada por ausência de imediatidade.</span></p><h3><b>Prova consistente</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">O desligamento feito dessa forma causa impacto direto e intenso no pagamento de itens rescisórios. Por isso, é fundamental que o RH trabalhe com base em:</span></p><ul><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Documentos</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Registros corporativos legítimos</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Controles de acesso</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Comunicações</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Testemunhos</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Políticas internas</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Comprovação de treinamento ou ciência</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Advertências e suspensões anteriores, quando pertinentes</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Relatórios de investigação</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Cronologia dos fatos</span></li></ul><p><span style="font-weight: 500;">A jurisprudência mostra por que essa robustez importa, e muito. </span><b>Decisões do TST frequentemente examinam não apenas a existência de um comportamento, mas sua prova, contexto, gravidade e conexão com o vínculo de trabalho</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p>								</div>
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									<h3><b>Nexo entre o fato e a punição</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Para que a demissão por justa causa seja válida a empresa deve conseguir demonstrar claramente qual foi o fato apurado, por que ele é grave, qual dever foi violado e por que a consequência aplicada é a mais adequada.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Seguir esses passos é particularmente útil para uma investigação interna, além de </span><b>garantir maior segurança para o empregador em casos de passivos trabalhistas</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p><h3><b>Proibição de dupla punição pelo mesmo fato</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Um erro clássico, e que não pode acontecer, é aplicar uma punição menor por um fato e depois tentar reutilizar exatamente o mesmo episódio como fundamento autônomo para nova punição.</span></p><p><b>Quando se trata da demissão por justa causa, é preciso evitar punir duas vezes o empregado pelo mesmo fato, pois isso pode dar espaço para questionamento</b><span style="font-weight: 500;">. Afinal, se uma punição foi aplicada, parte-se do princípio de que o colaborador foi cobrado e perdoado por sua falta.</span></p><h3><b>Coerência e não discriminação</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Ao considerar a demissão por justa causa também é preciso questionar se casos semelhantes levaram à mesma punição. Isso é </span><b>necessário para manter uma coerência entre as ações, não permitindo que a aplicação seja feita apenas em casos específicos</b><span style="font-weight: 500;">, que podem ser considerados como discriminação.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Isso não significa que todos os trabalhadores necessariamente devam receber punição idêntica. Contexto, função, antecedentes, gravidade e participação podem mudar. Mas diferenças inexplicáveis podem fragilizar a decisão e gerar alegações de tratamento discriminatório ou perseguição.</span></p><p><b>Você também pode gostar de: </b><a href="https://blog.lugarh.com.br/guia-completo-da-licenca-maternidade-regras-direitos-e-funcionamento/"><b>Guia completo da licença-maternidade: regras, direitos e funcionamento</b></a></p><h2><b>Passo a passo recomendado para RH antes de aplicar justa causa</b></h2><p><span style="font-weight: 500;">Ao aplicar a demissão por justa causa, o primeiro passo para o RH é entender que não se deve apenas questionar se a conduta está no artigo 482.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Em vez disso, é preciso se questionar: temos fatos comprovados, gravidade suficiente, resposta proporcional, coerência, imediatidade e documentação capaz de sustentar a decisão? Além disso, é necessário seguir esses passos:</span></p><h3><b>Registrar a ocorrência sem antecipar a conclusão</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">O primeiro passo é descrever o ocorrido de forma objetiva, indicando datas, pessoas envolvidas e circunstâncias conhecidas. Nesse momento, </span><b>o RH deve evitar julgamentos ou termos acusatórios</b><span style="font-weight: 500;">, já que a finalidade do registro é iniciar a apuração e não confirmar previamente uma falta grave.</span></p><h3><b>Avaliar riscos imediatos</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Antes de avançar, é necessário </span><b>verificar se a situação representa algum risco para as pessoas, o patrimônio, os dados ou a continuidade das atividades</b><span style="font-weight: 500;">. Dependendo do caso, pode ser preciso restringir temporariamente acessos ou adotar outras medidas preventivas, sem que isso seja apresentado como uma punição antecipada.</span></p><h3><b>Preservar evidências</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Documentos, registros de sistemas, mensagens corporativas, imagens e outros elementos relacionados ao caso devem ser preservados de maneira organizada. Além de evitar a perda de informações importantes, esse cuidado </span><b>ajuda a construir uma linha do tempo clara e a demonstrar como a empresa conduziu a apuração</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p><h3><b>Ouvir as pessoas relevantes</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">O RH deve </span><b>conversar com quem presenciou o ocorrido, foi diretamente afetado ou possui informações capazes de esclarecer os fatos</b><span style="font-weight: 500;">. É importante diferenciar relatos baseados em experiência direta de rumores ou impressões pessoais, registrando as informações com objetividade e confidencialidade.</span></p><h3><b>Permitir que o empregado explique os fatos</b></h3><p><b>A pessoa envolvida também deve ter a oportunidade de apresentar sua versão e indicar informações ou documentos que possam contribuir para a análise</b><span style="font-weight: 500;">. Essa escuta ajuda a identificar falhas de interpretação, circunstâncias desconhecidas e possíveis inconsistências antes da tomada de decisão.</span></p><p><b>Saiba mais: </b><a href="https://blog.lugarh.com.br/nr1-e-saude-mental-o-que-muda-com-a-nova-norma-trabalhista/"><b>NR1 e Saúde Mental: O que muda com a nova norma trabalhista?</b></a></p><h3><b>Conferir políticas, treinamentos e ciência das regras</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Antes de considerar que houve uma violação, a empresa deve verificar </span><b>se a regra era clara, estava formalizada e havia sido devidamente comunicada</b><span style="font-weight: 500;">. Também é importante confirmar se o empregado recebeu os treinamentos e orientações necessários para compreender e cumprir o procedimento.</span></p><h3><b>Verificar o enquadramento no artigo 482</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Com os fatos apurados, o RH deve analisar se a conduta corresponde a uma das hipóteses de justa causa previstas no artigo 482 da CLT. Não basta classificar o comportamento como inadequado ou alegar uma quebra genérica de confiança: </span><b>o enquadramento precisa estar relacionado a fatos concretos e comprováveis</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p><h3><b>Avaliar proporcionalidade e precedentes internos</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">A resposta adotada </span><b>deve ser compatível com a gravidade, os impactos e as circunstâncias da conduta</b><span style="font-weight: 500;">. O RH também precisa considerar o histórico disciplinar e observar como situações semelhantes foram tratadas, evitando decisões incoerentes ou desproporcionais.</span></p><h3><b>Decidir com participação das áreas adequadas</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Casos mais complexos não devem ficar sob responsabilidade exclusiva da liderança direta. Conforme a natureza da ocorrência, áreas como Jurídico, Compliance, Segurança da Informação, Saúde Ocupacional e Privacidade </span><b>podem contribuir para uma decisão mais segura e fundamentada</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p><h3><b>Comunicar e formalizar</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Caso a justa causa seja confirmada, a comunicação deve ocorrer de maneira reservada, respeitosa e objetiva. Os documentos precisam apresentar informações coerentes com aquilo que foi efetivamente apurado, </span><b>sem acusações adicionais, exposição desnecessária ou linguagem ofensiva</b><span style="font-weight: 500;">.</span></p><h3><b>Processar corretamente a rescisão</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Depois da decisão, o DP deve </span><b>revisar cálculos, documentos, registros e demais obrigações relacionadas ao desligamento</b><span style="font-weight: 500;">. Também é necessário informar corretamente o evento S-2299 ao eSocial, observando o prazo aplicável, que, em regra, é de até 10 dias contados da data do desligamento.</span></p><p><b>Leia também: </b><a href="https://blog.lugarh.com.br/jornada-de-trabalho-entenda-os-tipos-de-escalas-e-seus-beneficios/"><b>Jornada de Trabalho: Entenda os Tipos de Escalas e Seus Benefícios</b></a></p>								</div>
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									<h2><b>O que o trabalhador recebe na demissão por justa causa?</b></h2><p><span style="font-weight: 500;">A justa causa reduz as verbas rescisórias, mas não elimina os valores relacionados ao trabalho já realizado. Em regra, o profissional deve receber:</span></p><table><tbody><tr><td><p><b>Parcela</b></p></td><td><p><b>Tratamento geral</b></p></td><td><p><b>Atenção</b></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Saldo de salário</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Devido</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Refere-se ao trabalho já prestado</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Férias já adquiridas/vencidas + 1/3</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Devidas conforme o caso</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">A justa causa não apaga direitos já incorporados</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Férias proporcionais + 1/3</span></p></td><td><p><b>Tema juridicamente controvertido</b></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Há tensão entre entendimento tradicional, Convenção 132 da OIT e decisões recentes</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">13º proporcional</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Tradicionalmente não pago na justa causa</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">A matéria integra controvérsia repetitiva no TST</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Aviso-prévio</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Não devido no regime usual da justa causa</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Diferente da dispensa sem justa causa</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Multa de 40% do FGTS</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Não devida por motivo de ruptura</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">A multa está associada à dispensa sem justa causa</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Saque rescisório do FGTS</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Não liberado pela justa causa</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Podem existir outras hipóteses legais de saque independentes</span></p></td></tr><tr><td><p><span style="font-weight: 500;">Seguro-desemprego</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">Não devido pela justa causa</span></p></td><td><p><span style="font-weight: 500;">O benefício exige, entre outros requisitos, dispensa sem justa causa</span></p></td></tr></tbody></table><p> </p><p><span style="font-weight: 500;">Vale destacar que </span><b>existe uma discussão jurídica em andamento sobre o pagamento de férias proporcionais e 13º proporcional</b><span style="font-weight: 500;">. O entendimento tradicional do TST afasta essas parcelas na justa causa, mas o Tema 96 analisa novamente a questão, e decisões recentes já reconheceram o direito às férias proporcionais com base na Convenção 132 da OIT.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Por isso, </span><b>o RH e o DP devem acompanhar a jurisprudência e buscar orientação jurídica</b><span style="font-weight: 500;"> antes de concluir o cálculo rescisório.</span></p><h2><b>Quando a demissão por justa causa pode ser revertida?</b></h2><p><span style="font-weight: 500;">Como citado, para que a demissão por justa causa seja válida é preciso considerar uma série de fatores. Aqui </span><b>vale reforçar situações em que a decisão pode acabar sendo revertida na justiça</b><span style="font-weight: 500;"> caso o RH e a empresa não sigam o processo de forma correta, sendo as principais:</span></p><ul><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><b>Falta de prova suficiente:</b><span style="font-weight: 500;"> suspeita não equivale a comprovação. Quanto mais grave a acusação, maior a importância de um conjunto probatório consistente.</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><b>Demora injustificada na aplicação:</b><span style="font-weight: 500;"> o </span><a href="https://www.tst.jus.br/-/justa-causa-%C3%A9-anulada-por-ter-sido-aplicada-quatro-meses-depois-da-falta-cometida-pelo-empregado?utm_source=chatgpt.com"><span style="font-weight: 500;">caso do TST de 2025</span></a><span style="font-weight: 500;"> envolvendo intervalo de quatro meses é um exemplo direto do risco relacionado à ausência de imediatidade.</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><b>Punição desproporcional:</b><span style="font-weight: 500;"> nem toda infração autoriza automaticamente a sanção máxima.</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><b>Dupla punição:</b><span style="font-weight: 500;"> reaproveitar um fato já definitivamente punido pode fragilizar a medida.</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><b>Enquadramento incorreto:</b><span style="font-weight: 500;"> a empresa identifica um comportamento indesejado, mas não consegue conectá-lo adequadamente aos requisitos da hipótese legal invocada.</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><b>Presunções frágeis:</b><span style="font-weight: 500;"> particularmente importante em abandono de emprego, fraude e violações cometidas em ambiente digital.</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><b>Tratamento inconsistente:</b><span style="font-weight: 500;"> casos comparáveis recebem respostas radicalmente diferentes sem justificativa objetiva.</span></li></ul><h3><b>Confusão entre doença e falta disciplinar</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">O alcoolismo é um dos exemplos mais claros da atualidade quando se trata de temas sensíveis relacionados à demissão por justa causa.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Embora o texto do artigo 482 ainda mencione “embriaguez habitual ou em serviço”, </span><b>a jurisprudência trabalhista tem reconhecido a dependência alcoólica crônica como questão de saúde</b><span style="font-weight: 500;">, tornando especialmente arriscada uma aplicação automática da justa causa.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Em setembro de 2024, por exemplo, o </span><a href="https://www.tst.jus.br/-/mantida-reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-carteiro-com-alcoolismo"><span style="font-weight: 500;">TST divulgou decisão de reintegração</span></a><span style="font-weight: 500;"> envolvendo trabalhador com alcoolismo. Já em julho de 2026, o próprio Tribunal publicou conteúdo específico discutindo o tema entre estigma, doença e proteção de direitos.</span></p><p><b>Leia também: </b><a href="https://blog.lugarh.com.br/seguranca-da-informacao-e-os-desafios-para-o-rh/"><b>Segurança da Informação e os Desafios para o RH</b></a></p><h2><b>Checklist para RH antes da decisão</b></h2><p><span style="font-weight: 500;">Antes de confirmar uma demissão por justa causa, o RH deve revisar todos os elementos que sustentam a decisão. </span><b>O checklist abaixo ajuda a identificar falhas na apuração, na documentação e no enquadramento da conduta</b><span style="font-weight: 500;">, reduzindo riscos trabalhistas e tornando o processo mais seguro.</span></p><ul><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">O fato está claramente descrito?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Há evidências verificáveis?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">O empregado foi identificado corretamente como responsável?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Há enquadramento legal plausível?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">A gravidade é suficiente?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Existe contexto que muda a interpretação?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">A empresa agiu com rapidez após conhecer e apurar o fato?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">O mesmo fato já foi punido?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Há antecedentes disciplinares relevantes?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Casos comparáveis receberam tratamento coerente?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">A regra violada era clara e conhecida?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">O empregado teve oportunidade de explicar os fatos?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Existem normas coletivas ou procedimentos específicos?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Há estabilidade ou condição especial que exija cautela adicional?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">Jurídico/Compliance deve participar?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">As verbas e obrigações rescisórias foram revisadas?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">O evento do eSocial será enviado no prazo?</span></li><li style="font-weight: 500;" aria-level="1"><span style="font-weight: 500;">A documentação está organizada para eventual contestação?</span></li></ul><p><b>Você também pode gostar de: </b><a href="https://blog.lugarh.com.br/gestao-de-ferias-como-fazer-um-planejamento-eficiente-e-evitar-erros/"><b>Gestão de férias: como fazer um planejamento eficiente e evitar erros?</b></a></p>								</div>
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									<p><span style="font-weight: 500;">A justa causa exige mais do que identificar uma conduta prevista no artigo 482 da CLT. Antes de tomar a decisão, o RH deve avaliar as provas, o contexto, a gravidade, a proporcionalidade e a rapidez da resposta, além de garantir que todas as etapas estejam devidamente documentadas.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Esperamos que esse artigo possa ter esclarecido as suas dúvidas sobre o assunto. Aproveite para nos seguir nas </span><a href="https://www.instagram.com/olugarh"><span style="font-weight: 500;">redes sociais</span></a><span style="font-weight: 500;"> e ficar por dentro de tudo que está acontecendo no mundo do RH, gestão de pessoas, liderança e muito mais!</span></p><p><span style="font-weight: 500;">Até o próximo artigo! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f499.png" alt="💙" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></span></p><h2><b>Perguntas frequentes sobre demissão por justa causa</b></h2><h3><b>1. Quais situações podem gerar demissão por justa causa?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">O artigo 482 da CLT prevê situações como ato de improbidade, desídia, abandono de emprego, violação de segredo da empresa, indisciplina, insubordinação, ofensas físicas ou à honra e perda intencional de habilitação indispensável à profissão. A presença de uma dessas situações, entretanto, não dispensa a análise do contexto, da gravidade e das provas disponíveis.</span></p><h3><b>2. É possível aplicar justa causa sem advertência anterior?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Sim. Uma única conduta pode justificar a justa causa quando for suficientemente grave para tornar inviável a continuidade do vínculo. Em faltas menos graves e reiteradas, no entanto, o histórico de advertências e suspensões ajuda a demonstrar a proporcionalidade da decisão.</span></p><h3><b>3. A empresa precisa provar a falta grave?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Sim. Suspeitas, rumores ou avaliações subjetivas não são suficientes para sustentar uma decisão dessa gravidade. O RH deve reunir documentos, registros, testemunhos e outros elementos legítimos que demonstrem o que aconteceu, quem foi responsável e qual foi o impacto da conduta.</span></p><h3><b>4. Existe prazo para aplicar a demissão por justa causa?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">A legislação não determina um número fixo de dias, mas a empresa deve agir com rapidez depois de tomar conhecimento e apurar a falta. Uma demora injustificada pode ser interpretada como perdão tácito.</span></p><h3><b>5. O empregado precisa assinar a comunicação de justa causa?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">A assinatura demonstra que o empregado recebeu a comunicação, mas não significa que ele concorda com a decisão. Caso se recuse a assinar, a empresa deve registrar a recusa e documentar a entrega por outros meios adequados, como a assinatura de testemunhas, sem transformar o momento em uma situação de constrangimento.</span></p><h3><b>6. Trinta dias de ausência configuram abandono de emprego?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Não automaticamente. O abandono exige a ausência injustificada e elementos que indiquem a intenção de não retornar ao trabalho. A Súmula 32 do TST estabelece uma presunção específica quando o trabalhador não volta ao serviço em até 30 dias após o encerramento de um benefício previdenciário nem justifica a ausência.</span></p><h3><b>9. O que o trabalhador recebe na demissão por justa causa?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Em regra, são devidos o saldo de salário, as férias referentes a períodos já adquiridos ou vencidos com o adicional de 1/3 e outras parcelas relacionadas ao trabalho já realizado. Não são normalmente devidos aviso-prévio, multa de 40% do FGTS ou seguro-desemprego.</span></p><p><span style="font-weight: 500;">O pagamento de férias proporcionais e 13º proporcional é objeto de discussão no TST. O Tema 96 analisa essas duas parcelas, e decisões recentes já reconheceram férias proporcionais com base na Convenção 132 da OIT. Por isso, o cálculo deve ser revisado conforme a jurisprudência aplicável ao caso.</span></p><h3><b>8. Quem é demitido por justa causa pode sacar o FGTS?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">A justa causa não libera o saque do FGTS por motivo de rescisão, nem gera direito à multa rescisória de 40%. O dinheiro permanece na conta vinculada e poderá ser movimentado se o trabalhador se enquadrar em outra hipótese legal de saque.</span></p><h3><b>9. A demissão por justa causa dá direito ao seguro-desemprego?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">Não. O seguro-desemprego destinado ao trabalhador formal exige, entre outros requisitos, que o desligamento tenha ocorrido sem justa causa.</span></p><h3><b>10. A justa causa aparece na Carteira de Trabalho?</b></h3><p><span style="font-weight: 500;">O empregador não deve registrar na Carteira de Trabalho informações que desabonem a conduta do empregado. A data de encerramento do vínculo precisa ser informada, mas a empresa não pode utilizar a CTPS para expor acusações ou prejudicar a recolocação profissional.</span></p>								</div>
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		<title>Por que bons funcionários pedem demissão?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eloene Cristine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jun 2022 16:23:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[bons funcinários]]></category>
		<category><![CDATA[Demissão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que faz um trabalhador pedir demissão? A insatisfação, o desejo de mudança, a sobrecarga e claro, a busca por melhores salários. Esses são um dos motivos que fazem um profissional deixar de lado um futuro promissor em uma empresa para buscar outra oportunidade. E quando essa decisão chega ao setor de RH, é preciso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que faz um trabalhador pedir demissão? A insatisfação, o desejo de mudança, a sobrecarga e claro, a busca por melhores salários. Esses são um dos motivos que fazem um profissional deixar de lado um futuro promissor em uma empresa para buscar outra oportunidade. E quando essa decisão chega ao setor de RH, é preciso uma série de ações para fazer o desligamento. Quer saber <strong>por que bons funcionários pedem demissão</strong>? Continue a leitura do artigo.</p>
<h2>Por que os bons funcionários pedem demissão?</h2>
<p>Existem inúmeros motivos que fazem com que bons funcionários peçam demissão. Vamos explicar um a um. Acompanhe.</p>
<ul>
<li>
<h2><span style="font-size: 14pt;">Baixos salários</span></h2>
</li>
</ul>
<p>Um dos principais motivos é o salário baixo. Atualmente, o custo de vida aumentou para os brasileiros, intensificado pela pandemia. Por isso, bons funcionários estão pedindo demissão e indo em busca de novas oportunidades — seja em novos trabalhos ou no empreendedorismo.</p>
<ul>
<li>
<h2><span style="font-size: 14pt;">Pouca flexibilidade</span></h2>
</li>
</ul>
<p>Incompatibilidade com o horário, pouco tempo para cuidar da vida pessoal e falta de flexibilidade no dia a dia de trabalho são alguns dos motivos que fazem o profissional pedir demissão e buscar uma oportunidade que possibilite um estilo de vida mais saudável e menos desgastante.</p>
<ul>
<li>
<h2><span style="font-size: 14pt;">Gestão ruim</span></h2>
</li>
</ul>
<p>Os colaboradores querem reconhecimento e crescimento profissional, porém o papel da<a href="https://blog.lugarh.com.br/lideranca-humanizada/"> liderança</a> é construir um ambiente desafiador que possibilite o aprendizado e crescimento constante. Entretanto, sem esses estímulos, os funcionários são dominados pelo sentimento de frustração, o que gera perda de produtividade, engajamento e turnover.</p>
<ul>
<li>
<h2><span style="font-size: 14pt;">Problemas com <a href="https://blog.lugarh.com.br/saude-mental-no-ambiente-organizacional-2/">saúde mental </a></span></h2>
</li>
</ul>
<p>A OMS reconheceu o burnout como uma doença mental, e no Brasil cresce os casos de profissionais com esse distúrbio. Quando os trabalhadores reconhecem o ambiente de trabalho como tóxico e prejudicial, a primeira ação é buscar um novo emprego. Por isso, um dos motivos de demissões é um colaborador com a saúde mental desgastada, alta pressão e competitividade excessiva.</p>
<ul>
<li>
<h2><span style="font-size: 14pt;">Pouca autorrealização</span></h2>
</li>
</ul>
<p>As novas gerações têm buscado empregos que oferecem um propósito e realização, alinhado com seus valores. Além disso, se preocupam com o impacto social que a empresa gera, seus ideais e missão no mercado de trabalho. Quando os profissionais não encontram isso, pedem demissão.</p>
<ul>
<li>
<h2><span style="font-size: 14pt;"><a href="https://blog.lugarh.com.br/clima-organizacional-ruim-onde-voce-esta-errando/">Clima de trabalho tóxico </a></span></h2>
</li>
</ul>
<p>Ninguém gosta de trabalhar em um ambiente ruim, não é mesmo? O clima nas empresas influencia a produtividade dos seus colaboradores. Ainda mais se há assédio moral, preconceito por gênero, raça e sexualidade. Nesses casos, além de crime é o que afasta os bons funcionários da corporação.</p>
<p>Por hoje é só, mas se você gostou desse conteúdo e quer mais informações sobre admissão digital e tendências de RH,<a href="https://conteudo.lugarh.com.br/newsletter?utm_campaign=blog-lp_newsletter_do_RH-blog_lrh&amp;utm_medium=link_direto&amp;utm_source=blog&amp;utm_content=blog_post_qual_a_importancia_do_planejamento_de_um_processo_seletivo&amp;utm_term={keyword}_{matchtype}" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">  assine a nossa newsletter</a> e<a href="https://t.me/euamorh?utm_campaign=blog-euamorh_telegram-blog_lrh&amp;utm_medium=link_direto&amp;utm_source=blog&amp;utm_content=blog_post_processo_de_admissao_guia_completo_com_todas_as_etapas&amp;utm_term={keyword}_{matchtype}" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"> entre no nosso canal do Telegram: Eu Amo RH!</a></p>
<p>Até o próximo artigo!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Substituição de funcionário: quais são as normas e como funciona?</title>
		<link>https://blog.lugarh.com.br/substituicao-de-funcionario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eloene Cristine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2020 01:52:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Demissão]]></category>
		<category><![CDATA[RH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em diversas ocasiões o RH terá que lidar com a ausência programada de um colaborador, como as férias, e por isso a substituição de funcionário faz parte das rotinas do setor. Contudo, é comum que nas empresas as normas trabalhistas não sejam cumpridas por falta de informações. Então, entenda agora quais são essas normas e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em diversas ocasiões o RH terá que lidar com a ausência programada de um colaborador, como as férias, e por isso a substituição de funcionário faz parte das <a href="https://blog.lugarh.com.br/voce-sabe-quais-sao-as-rotinas-de-departamento-pessoal/">rotinas</a> do setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, é comum que nas empresas as <a href="https://blog.lugarh.com.br/principais-mudancas-nas-leis-trabalhistas-durante-a-pandemia/">normas trabalhistas</a> não sejam cumpridas por falta de informações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, entenda agora quais são essas normas e quais os procedimentos que o RH tem que fazer quando há substituição de funcionários!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400; font-size: 24pt;">As normas para a substituição de funcionário</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A substituição de funcionário não possui uma lei ou artigo que trate especificamente dessa situação. Contudo, na jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) temos que <strong>enquanto um trabalhador estiver cobrindo outro, seja por <a href="https://blog.lugarh.com.br/controle-de-ferias/">férias</a> ou outro motivo, fará jus ao salário do empregado substituído.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, se o colaborador substituir alguém com salário maior, ele receberá o valor maior. Ademais, de acordo com o </span><a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10711876/artigo-468-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943"><span style="font-weight: 400;">artigo 468 da CLT</span></a><span style="font-weight: 400;">, essa substituição não é obrigatória. Então, o trabalhador pode se recusar a cobrir outro empregado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A substituição de funcionário pode acontecer nas seguintes ocasiões:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Férias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://blog.lugarh.com.br/licenca-maternidade-tudo-o-que-o-rh-precisa-saber/">Licença maternidade</a> e outras;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Breves substituições, como as <a href="https://blog.lugarh.com.br/promocao-de-cargo-como-saber-o-momento-certo/">promoções</a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Suspensões disciplinares.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Perceba que as hipóteses elencadas possuem previsibilidade do período de substituição. Ou seja, não são eventuais, sabendo-se o início e fim que será necessário suprir a vacância e o t<strong>rabalhador tem a garantia que ele voltará ao seu cargo ao fim do período</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, em substituições eventuais e curtas não temos a aplicação das normas e procedimentos que estamos tratando neste artigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso,<strong> caso o trabalhador venha a assumir a posição de forma definitiva ele não terá direito à <a href="https://blog.lugarh.com.br/para-que-serve-a-remuneracao-estrategica/">remuneração</a> do seu antecessor</strong>. Isso porque há a presunção que o acordo será diferente e, portanto, a empresa não é obrigada a manter o mesmo salário.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400; font-size: 24pt;">Os procedimentos que o RH terá que fazer</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelas normas vistas acima, o RH terá que realizar os seguintes procedimentos para a substituição de funcionário:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Elencar quem será o substituto;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Elaborar o termo aditivo para anexar junto ao contrato de trabalho, em que determina também o Salário Substituição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anotação na <a href="https://blog.lugarh.com.br/o-que-e-ctps-e-para-que-serve-esse-documento/">CTPS</a>, na parte de “Anotações Gerais” com os termos acordados e prazos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anotação no livro de empregados;</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, haverá a <a href="https://blog.lugarh.com.br/como-fazer-folha-de-pagamento/">folha de pagamento</a>, que vamos discutir agora:</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400; font-size: 24pt;">Como é o cálculo do Salário de Substituição</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela CLT e pela orientação do TST, o empregado que estiver substituindo outro que receba a mais terá direito ao mesmo salário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, <strong>basta pegar as diferenças entre os salários e indicar como adicional na folha de pagamento</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, um funcionário que recebe R$ 15,00 por dia e assume a posição de alguém que recebe R$ 21,00 deverá receber os R$ 6 de diferença. Por que usei os valores diários? Pois, o Salário Substituição é aplicável somente ao período em que o trabalhador está cobrindo outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, alguém que esteja substituindo um funcionário que se afastou por 15 dias não deverá receber o salário cheio do outro, mas sim o equivalente a 15 dias. Então, <strong>utilize sempre os valores diários e multiplique pelos dias que o funcionário assumiu as responsabilidade do outro, assim evita-se erros</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, no eSocial o salário de substituição de funcionário não possui um evento específico. Portanto, terá que ser utilizado algum evento como o 1210  “Gratificações” da Tabela 3, que é para valores que o funcionário recebe por acordo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quer saber mais sobre a folha de pagamento no eSocial? <a href="https://blog.lugarh.com.br/folha-de-pagamento-no-esocial/">Descubra aqui</a> como fazer o envio correto!</span></p>
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